Efeito Pigmalião_7

Um conto erótico de Lobo Neon
Categoria: Homossexual
Data: 09/10/2019 13:09:59
Nota 10.00

Cap7: Venha ver os raios

— Não vai fechar os olhos? — Eduardo perguntou.

— O quê? — Fiz uma careta.

— Vai espirrar no seu olho — explicou ele, enquanto batia punheta perto do meu rosto. Riu também.

Fechei os olhos e então leite quente esguichou na minha cara. Eu estava de joelhos na frente do professor, perto da cama dele. Olhei para ele e observei sua expressão de prazer.

— Isso foi... estranho — comentei depois, de um jeito brincalhão. Lambi um respingo de porra no canto da minha boca.

— Não era você que queria brincar de pornô? — questionou ele, ainda ofegante. Me estendeu sua mão. — Vem, eu vou limpar isso.

Ao me sentar na cama, Eduardo limpou todo o meu rosto com uma toalha.

— Nossas transas não estão sendo mais tão satisfatórias? Será melhor quando você liberar o cuzinho — Ele sentou-se ao meu lado.

— Que safado — exclamei, boquiaberto, e acrescentei: — Liberar o cuzinho? Você nem ao menos me toca direito e...

— Eu te masturbei, não?

— Sim, mas...

— Quer que eu te chupe?

Fiquei quieto.

O professor deu um sorrisinho e se abaixou na minha frente. Deslizou suas mãos pelas minhas coxas e segurou o meu pau.

— Eduardo, o que está fazendo?

— Desculpa não ter correspondido antes, eu só... achei que estava tudo bem.

— E está, eu não reclamei.

— Que isso... Vai recusar um boquete?

Eduardo então engoliu todo o meu membro duro. Chupou com muita delicadeza. Ora ele olhava para mim, ora fechava os olhos. Acariciei o rosto dele e seus cabelos. Sua boca era maravilhosa. Ele parecia muito contente me chupando, lambendo o meu pau com tanto desejo. Delícia. Eu revirava os olhos de tanto prazer.

Ofegante eu estava, quando avisei ao professor que eu já estava quase no meu ápice sexual.

— Ei, Edu... Você não vai parar? Oooh — gemi. Eduardo me chupou com mais vontade. Gozei então na boca dele. Em seguida ele se ergueu do chão e me beijou intensamente.

Depois do coito, mergulhado em orgasmo, eu joguei minha costas no colchão. Logo, o professor deitou ao meu lado.

— Edu, eu nunca perguntei... Sei que vai parecer idiotice depois de tudo que fizemos, mas... Você é gay, ou ao menos bi?

Ele refletiu por um momento, pigarreou e disse:

— Eu não sei. Nunca me importei muito com isso, nunca precisei. Porém — ele abaixou o olhar —, essas designações de sexualidade, não que sejam inúteis, mas pra mim só servem pra rotular os desejos carnais de alguém. Gay, trans, lésbica, bi, pan... Parece que sempre vive surgindo um definição para qualificar tal pessoa, as vontades, os desejos delas. As pessoas procuram significados para entenderem o que são, o que realmente querem... Mas na verdade elas só deveriam ser elas mesmas, entende? — ele disse, ao me fitar sério.

Fiz que sim com a cabeça. Eduardo continuou:

— A sexualidade é mais do que só isso... ou talvez não. Acho que ninguém deveria se intrometer tanto no comportamento sexual de alguém. Veja, nesse aspecto, ninguém deveria dizer ao outro o que é certo fazer ou não. Que é certo um homem chupar uma boceta ao invés de um pau, por exemplo — Ele limpou a garganta novamente, para depois me olhar fixamente. — Ninguém me diz o que fazer. Eu quero ficar com alguém que me deixe bem, que me faça feliz. Claro, antes eu só fiquei com mulheres. Antes eram só elas, mas agora... é só você.

Trocamos olhares por um minuto inteiro. Sorrimos, quietos ali, naquela tarde cinzenta. Apenas nos olhando.

No dia seguinte, Gabriele e Daniele me acompanharam até o dentista. Depois que retirei meu aparelho ortodôntico, fomos ao shopping.

— Então... Como está sendo — Dani fez uma rápida pausa ao tossir. Ela estava vacilante com a palavras, então aventurou: — Como é namorar o professor Eduardo.

Gabriele tinha acabado de sair para comprar um sorvete. Estávamos na praça de alimentação do shopping. Pensei um pouco antes responder:

— É... legal.

— Só legal?

Olhei para trás e vi Gabi chegando no balcão da lanchonete, balançando a cabeleira dourada. Voltei para Dani e acrescentei com entusiasmo:

— É incrível!

— Vocês... — Ela corou as bochechas. — Vocês já transaram... Digo, muito?

Eu também fiquei vermelho. Não me senti muito a vontade com a pergunta dela, mas balancei a cabeça positivamente, mordendo o lábio inferior para conter um riso.

— E como foi?

— Na verdade a gente não transou do jeito que você deve está imaginando. Fizemos algumas coisas — Tomei um gole do meu milk-shake de chocolate, depois acrescentei: — Dani, eu me sinto tão bem quando estou com ele. Tão bem.

— E como foi que vocês ficaram juntos? — ela perguntou apressada, como se quisesse ter feito essa pergunta há muito tempo.

Nessa hora Gabi estava voltando para nossa mesa.

— Depois te eu te conto — E sorri.

Apesar da minha vida íntima com o professor não ser algo que diz respeito a alguém, até que estava sendo bom dividir algumas coisas com a minha amiga.

Do shopping fomos embora. À tarde, Daniele insistiu para eu ir ao parque me encontrar com ela. Lá, contei mais algumas coisas sobre o Eduardo e eu. Me senti uma verdadeira adolescente apaixonada falando do bofe para a melhor amiga.

— Mas ele está te forçando a transar, é isso?

— Não exatamente. Antes eu queria muito me relacionar com um homem, com o professor. Era só isso. Depois que consegui... percebi nesses últimos dias, que tinha que pensar melhor sobre as minhas ações com ele — fiz uma pausa antes de continuar: — Às vezes o Eduardo fica de um jeito. Olhando demais para o passado e... também tem uma amiga dele que... — Suspirei.

— Você não confia nele, ou acha que ele não é a pessoa certa?

— Não é isso. Eu só não quero que isso acabe mal. Dani, se alguém souber da gente — Suspirei outra vez. — Eu tenho medo de me prender a ele e depois ter que me separar, sabe. Eu não quero ficar longe do Eduardo, nem da minha família. Porque eu sei qual vai ser a reação dos meus pais se souberem da gente.

Dani limpou a garganta e disse:

— O que é a vida sem riscos? Não é o que dizem? Não liga muito pra isso. Claro, o caso de vocês é muito louco. Mas pelo que percebi, vocês se gostam muito.

Assenti.

— Então faça o que tem que ser feito. Só expresse seus sentimentos. Não pensa no que os outros vão falar, ou nas consequências dessa relação... perigosa — Ela me olhou com uma grande expressão encorajadora no rosto.

— Ha-ha, muito fácil — murmurei em tom de ironia. — Mas antes de me entregar completamente... de me prender ao Eduardo. Eu preciso saber se ele vai fazer isso também. Quero ter certeza que estaremos nos arriscando por algo sério, especial e... bonito.

E eu teria a minha resposta. Logo, logo.

No resto da tarde, do mesmo dia, fui até o apartamento do professor.

— O que achou do meu sorriso novo? — perguntei, sorri largamente. — Ainda vou usar o aparelho removível, mas...

— Está perfeito — disse ele e me beijou.

Estávamos no sofá, terminando de assistir um filme. Já tínhamos comido pipoca e tomado refrigerante. Eu estava deitado com minha cabeça sobre a coxa do Eduardo, que estava só de bermuda. Uma vez ou outra passeava sua mão pelo meu corpo, foi então que a percorreu pela minha bunda. Enfiou a mão por debaixo da minha cueca e foi deslizando seus dedos na minha pele.

— Ei, aonde vai com esses dedinhos? — indaguei, de certa forma, repreendendo-o.

O professor logo tirou sua mão da minha bunda. Virei o rosto para ele, seu olhar era sério e fixo sobre mim, só que ao mesmo tempo tão tranquilo. Então comentou:

— Estou começando achar que você é um G0y.

Ergui as sobrancelhas:

— Como é? — Me sentei no sofá.

Um indivíduo G0y (g-zero-y), Eduardo me explicou, é um neologismo para alguém do sexo masculino que não se identifica com a homossexualidade e a bissexualidade, nem como alguém hétero. Eles podem se relacionar com os ambos os sexos, mas a prática do sexo anal entre pessoas do mesmo sexo seria o limite dessa identidade. Além disso, os G0ys não lutam para serem incluídos no movimento LGBT, aliás, não gostam quando são comparados a esse grupo — por não praticarem penetração com outros homens (alegando ser uma prática gay). GØy é uma espécie de código, de significado homoerótico, inspirado na antiga prática homoafetiva da Grécia Antiga, no código de conduta ética platônico. Sendo uma identidade sexual, não uma orientação sexual.

— Eu não sou um G0y — contestei. — Eu não sei de onde você tirou isso, porque eu só disse que não estava pronto para uma penetração. E você agora vem com essa história de G0y? Me dando essa aula toda. Eu não sabia que você se interessava por essas coisas.

O professor ficou vermelho.

— Nem tanto. Foi mais quando você apareceu. Aliás, encontrei um cantor gay, que gostei muito. O nome dele é John Grant e...

— Espera, aí. Então quer dizer que você pesquisou na internet... alguma razão pra eu não ter dado pra você ainda?

Eduardo ficou vermelho mais ainda, gaguejou ao responder:

— Não exatamente, eu só... Estava tentando entender melhor.

Olhei sério e fixo para ele.

— Paciência, Dudu — Dei batidinhas no ombro dele. Me levantei do sofá e levei a tigela e os copos vazios, até a cozinha.

Eduardo veio atrás de mim. Me abraçou por trás, enquanto eu estava de frente para a pia. Ele disse:

— Não fica chateado comigo. Prometo não tocar mais no assunto — Sua barba roçou no meu pescoço.

— Tá — fiz uma pausa, depois disse com seriedade: — Eu tenho um pouco de medo. Não da dor, mas... Isso pra mim é muito importante, especial... Algo sério. E antes de fazer isso, eu preciso saber de uma coisa. Eduardo o nossa lance é sério, não é? Estamos namorando?

Por favor diz que sim.

Houve um silêncio, acompanhado de uma leve tensão no ar.

— Bom... — Eduardo limpou a garganta e prosseguiu sorrindo: — Sim, eu acho que estamos namorando. Sim estamos.

Fechei os olhos e suspirei aliviado. Me virei para ele, contente eu disse:

— Então, me beija, me abraça... Me leve pra sair...

— É claro, senhor — Ele me ergueu do chão e me pôs sentado na pia.

— Sabe — Eu passei meus braços ao redor do pescoço dele. — Eu já estou com saudade daquele restaurante mexicano.

— Está?

— É, só estamos indo naquele restaurante grã-fino... Não estou reclamando, mas o outro é bem mais interessante. O que aconteceu, não gosta mais de comida... Apimentada!? — Com minha mão, apertei as partes íntimas do professor.

— Ah, com certeza — ele respondeu me beijando. — E sendo assim, eu te pego às sete em sua casa?

Concordei.

— E os seus pais... está tudo bem pra eles você saindo tanto comigo?

— Está sim. E também, eles acham que estou saindo com uma garota, algo assim — eu ri. — Mas está tudo bem.

Eduardo me fitou sério:

— Bem por enquanto, não é?

— Não vamos falar disso. — Puxei seus lábios para junto dos meus.

Mais tarde fomos ao restaurante. A noite foi muito legal, teve até cantorias de um grupo de homens com roupas características do México — usavam vestimentas combinando, branco e preto; um grande chapéu e um chamativo lenço vermelho no pescoço. Com instrumentos de cordas, eles tocaram todo o tempo que ficamos no recinto.

Quatro dias se passaram desde então. Na manhã de sábado, depois da minha aula de natação, eu passei na casa do meu... Namorado! Ele estava na sala, arrumando uma papelada sobre a mesa.

— Quer ajuda? — perguntei.

— Eu só estou revendo alguns papéis, mas obrigado — Ele fechou a porta atrás de mim e voltou a se sentar na cadeira, comigo em seu colo.

Peguei alguns papéis e corri os olhos neles.

— Efeito Pigmalião, o que é? — perguntei, com um artigo em mãos.

— Um termo da psicologia. — Ele então me explicou a tese.

Pigmalião, personagem da mitologia grega, via tantos defeitos nas mulheres, que resolveu, então, esculpir uma em marfim. Quando acabou, a estátua ficou tão bela, que nenhuma mulher de verdade poderia se comparar a ela. Era tão perfeita a semelhança com uma jovem que até parecia viva. Pigmalião acabou se apaixonado pela criação. Muitas vezes a apalpava para garantir que não era mesmo de marfim. Dava-lhe presentes: flores, conchas brilhantes, pássaros. A vestiu, pôs anéis em seus dedos, um colar no pescoço, brincos, e pérolas no peito. A colocou numa cama macia e a chamou de esposa. E lamentou por ela ser apenas um ser inanimado.

Estava próximo o festival da deusa Vênus, onde vítimas eram oferecidas. Depois de fazer sua parte nas solenidades, Pigmalião de pé, diante do altar, pediu aos deuses uma esposa, não se atreveu a dizer que queria a sua bela estátua, mas disse: "Alguém semelhante a minha virgem de marfim". Vênus o ouviu e compreendeu o que ele realmente queria, e atendeu o pedido do homem. Quando Pigmalião voltou para casa, foi ver a estátua e então a beijou. Os lábios delas estavam quentes; a abraçou e sentiu a pele macia. Estava viva, realmente viva. A virgem abriu os olhos e corou o rosto ao sentir os beijos do seu amante. Apaixonou-se na mesma hora por ele.

— Ainda não entendi. O efeito Pigmalião acontece quando você quer muito uma coisa, acredita que consegue ter e.. conseguie?

— É mais como uma energia positiva, uma espécie de profecia — Eduardo ajeitou seus óculos e continuou: — O Efeito Pigmalião é o oposto do Efeito Golem, ou seja, que é quando as pessoas tem um pior desempenho quando os outros esperam realmente pouco delas. Quanto mais expectativas eu tenho sobre algo ou alguém... melhor vai ser o desempenho desse alguém para tal coisa, entende?

Assenti.

— Como está acontecendo com nossas aulas de reforço. Eu tenho muito expectativas que você, Cleyton Medeiros, vai aprender a matéria e assim não vai ficar de recuperação — Ele deu um sorrisinho.

— Ei, eu já melhorei bastante — exclamei, dando uma palmada no ombro dele.

— Justamente.

— Mas porque estou estudando — contestei.

— Você não acredita? — Ele riu e acrescentou: — Porque um outro exemplo é você e eu.

Fiquei atento e muito curioso ao que ele ia falar.

— Quando você foi me procurar — prosseguiu. — Quando abriu seus sentimentos pra mim... Você criou expectativas, não foi? Queria muito que eu dissesse sim... Acreditava nisso, estou correto?

— É... Vendo por esse lado, até que...

— Ou talvez você seja o meu Efeito Pigmalião — ele exclamou de repente, pensativo. Um lapso: — Numa última tentativa, eu quis muito que as coisas mudassem... Acreditei que algo bom ia acontecer. Eu esperei, então você apareceu.

— Como assim, do que está falando? Uma última tentativa?

O que o professor estava escondendo? Parecia ser sério e talvez desagradável. Provavelmente não iria me contar se eu perguntasse, insistisse, pois ele rapidamente mudou de assunto:

— Esquece, era bobagem minha. Amanhã você vem, não é?

— Claro que sim — Era o aniversário dele no outro dia, ia ter um jantar casual no seu apartamento. — Acho que vou dormir aqui amanhã — acrescentei.

Eduardo me olhou todo contente:

— Sério? Eu vou adorar ter você aqui a noite toda... comigo — Ele então deu um suave beijo em meus lábios. Sorriu e levantou os braços, pondo as mãos atrás da cabeça.

— Está suado, em? — comentei, apontando para as marcas de suar no tecido da camisa abaixo das axilas dele.

— Não estou fedendo, estou?

Neguei:

— Mas se estivesse... Não ia me importar nem um pouco — Mordi meu lábio inferior.

— Ah, é?

Calei ele com um demorado beijo.

Eduardo se ergueu da cadeira e me pôs sentado na mesa, enquanto me beijava com vontade. Arrancou sua camisa. Voltamos a nos agarrar, espalhando os papéis pela mesa e no chão.

No outro dia, 16 de julho, liguei para o meu o Eduardo. Desejei-lhe feliz aniversário. Ele ficou todo contente quando, até me convidou para um almoço na casa dos pais dele, porém tive que recusar.

Em casa, depois de voltar da igreja, Douglas trouxe sua namorada para o almoço. Assistimos um filme. Mais tarde eu tomei um banho demorado e me arrumei. Vesti minha jaqueta roxa e fui procurar minha mãe na sala, nessa hora o meu pai chegou da sua tarde de futebol com os amigos, num campinho no bairro.

— Onde vai? — perguntou ele.

Eu respondi, também disse que ia dormir na casa do Eduardo.

— Qual o problema? É só uma noite — eu falei, quando meu pai discutiu.

— Esse professor... eu sei o que disse sobre ele, mas agora — Ele franziu a testa e coçou o queixo.

— Mas agora? — indaguei.

— Filho, senta aqui — Ele pôs sua mão em meu ombro e me guiou até o sofá. — Me conta, Cley, o seu professor por acaso está te tratando de um jeito... estranho?

Me fiz de desentendido. Lúcio então completou:

— Ele está dando em cima de você? Ele pode está te assediando?

— Credo, pai! Não, claro que não — eu disse com firmeza, embora as minhas pernas estivessem quase trêmulas e o meu coração acelerado. — O Eduardo só me convidou para o aniversário dele. Como não sei que horas vai acabar... Ele disse que eu podia dormir.

O meu pai ainda mantinha um olhar fixo e desconfiado sobre mim.

— Eu já troquei algumas palavras com o seu professor em alguma reunião. Vi que ele parece um homem de bem e está te ajudando, mas nunca se sabe, não é?

— Ele é uma boa pessoa, pai.

— O que estou querendo dizer é que — ele suspirou. — Qualquer coisa fala comigo. Não fica calado, tá?

Assenti.

— Posso ir agora?

— Não, você vai me esperar. Eu vou te levar, só vou tomar um banho — Lúcio disse e se levantou do sofá.

— Não precisa, eu pego um táxi.

— Eu já volto — E saiu.

Lá fora estava frio e nublado. As luzes da cidade refletiam na janela embasada da caminhonete. O meu pai e eu fomos em silêncio grande parte do caminho. O maior assunto foi sobre a localização da casa do Eduardo. Enfim lá estávamos.

— Cley, você precisa mesmo dormir aí? Eu posso vir te buscar depois.

— O jantar vai terminar tarde, e parece que vai chover. Não precisa se preocupar.

— Mas...

— Você quer subir pra falar com o professor? — exclamei.

Encarei o meu pai, que me fitou pensativo. Ele então disse:

— Vai lá, filho. Divirta-se!

— Valeu, pai — Abri a porta do veículo.

— Ei, não está esquecendo nada? — meu pai indagou, com um sorrisinho. Rosto de lado e inclinado para mim.

Revirei os olhos, em seguida beijei o meu pai, depois saí do carro. Na calçada, esperei que ele fosse embora.

— Me desculpa, pai — suspirei, vendo a velha caminhonete marrom cruzar a esquina.

— Cleyton. — Ícaro, o porteiro, me chamou de repente. — Oi. — Ele me olhava sorrindo, enquanto permitia a minha entrada no prédio.

Tirei minha jaqueta e a apertei forte entre as mãos, à medida que observava os números vermelhos no painel do elevador, subirem. 7º andar... 8º... 9º... 10º... 11º... 12º... E repentinamente, fiquei com falta de ar, uma tontura.

— Está tudo bem? — perguntou um homem que estava ali comigo.

Me apoiei num canto da cabine. O senhor colocou sua mão no meu ombro e perguntou novamente sobre o meu estado.

— Sim, não é nada. Estou bem, isso já vai passar — E apoiei minhas mãos nos meus joelhos. Respirei fundo.

Eu já estava melhor quando as portas do elevador se abriram no meu andar.

— Tudo bem mesmo?

— Sim. — Agradeci o moço e saí andando normalmente pelo corredor. Bati na porta do apartamento, o Eduardo veio logo me atender.

— Oi, Cley — disse ele, visivelmente animado.

Dei-lhe parabéns novamente e o abracei forte. Senti o calor do seu corpo, o cheiro do seu perfume. O professor estava muito gatinho, usando uma justa camisa vermelha de algodão.

— Me dê a sua mochila. — Em seguida ele me apresentou aos seus pais, o Otávio e a Magnólia.

— Maggie, me chame de Maggie — me disse a sra. Paiva. Uma mulher magra, de olhos grandes e azuis. Tinha um nariz arrebitado e uma covinha no queixo.

O marido dela, de aproximadamente cinquenta anos, possuía um rosto longo e um belo cavanhaque. Seu cabelo era cinzento e estava engomado. Os olhos do Otávio, de jabuticaba, eram iguais aos do Eduardo.

— É um prazer conhecê-lo — dono de uma voz aveludada, Otávio me cumprimentou com um forte aperto de mão.

Os amigos do Eduardo chegaram depois, e mais outras quatro pessoas também — eram o tio dele, com a esposa e os dois filhos.

O jantar ocorreu muito bem, a comida estava ótima. Depois nos sentamos no sofá para jogar conversa fora. Alguns bebiam vinho branco ou cerveja. Me senti um pouco abstraído ali. Apesar do Eduardo está do meu no sofá, ele estava empenhado numa conversa com o tio — falavam sobre trabalho. Foi então que vi a Nathalia sozinha na sacada. Fui até ela.

A loira estava fumando, olhando a paisagem urbana. Nuvens chuvosas quase tocando os prédios.

— Cleyton, tudo jóia?

Fiz um pequeno aceno com a cabeça. Fiquei do lado direito dela, longe da fumaça do seu cigarro. Houve uma pausa até que eu decidisse falar.

— Como você ficou sabendo... Como ficou sabendo do meu lance com o Eduardo?

— Que lance? Eu não sei de lance algum entre vocês — Nathalia sorriu com uma cara de sorrateira. Mudou de posição, virou as costas e apoiou os cotovelos no guarda-corpo de vidro.

— Naquela noite no bar, você me disse pra não brincar com ele — lembrei. — Isso significa que alguém já fez isso e suponho que seja a mesma pessoa que fez o Eduardo tentar tirar a própria vida, não foi?

— Não só foi ela, Cley.

— Ah, também tem o irmão dele, que o Eduardo disse estar morto pra ele — exclamei. — Nathalia, por favor, me diz tudo o que aconteceu com o Eduardo. Eu só quero entender... e quem sabe ajudá-lo. Se eu pudesse compreender melhor o que aconteceu com ele... Apesar de tanto tempo, não acho que o Eduardo tenha superado tudo.

— Você já me disse isso, mas por que acha isso? — Ela me fitou curiosa.

— É o jeito como ele fica às vezes. Melancólico de mais. Tem vezes que ele fala como se... Eu acho que ele não estava bem antes. Muito deprimido talvez, diferente de agora. Ele mesmo me disse isso, mas depois tentou fugir do assunto.

Nathalia virou e olhou pensativa para os edifícios a frente.

— Você tem razão. De uns tempos pra cá eu quase não falava com ele... O Eduardo preferia ficar em casa a ter que sair com a gente (amigos). Ele sempre dizia que estava tudo bem, que era trabalho demais, porém...

— E se ele teve mesmo uma recaída... E se tiver outra? Eu quero poder ajudar.

— Você já está fazendo isso. Percebi isso, você não? O olhar dele mudou, tá mais feliz... parece completamente bem. Isso graças a você, não?

Assenti meio sem jeito, dando de ombros.

— Mas me diga quem fez isso com ele? Quem era ela?

— Ah, era só uma vadia — ela fez um ligeira pausa. Tragou o cigarro e ao soltar a fumaça, acrescentou quase que para si mesma: — A corça vadia fugiu com o lobo, e deixou o ursão sozinho.

— Como?

— Quê? — Ela olhou desentendida para mim.

Revirei os olhos.

— Mais que merda de lapsos são esses? Era o Eduardo, agora você. Anda, Nathalia, me conta.

— Eu não posso, Cley, isso já ficou no passado. E não é bom ficar lembrando de coisas ruins.

— Você não se conteve naquele dia, no bar. Por que agora...

— Eu não deveria ter falado aquelas coisas pra você, tá? Nem o Eduardo.

— Foi eu quem quis saber a história da tatuagem. Eu só não imaginei que seria tão... Ele só foi franco, até demais.

— Cley, é o seguinte, alguém como eu, como o Eduardo... Pelo menos pra nós, às vezes é difícil lidar com o nosso passado... suicida. Mas em outras é tão fácil falar sobre isso.

— Eu nunca diria isso pra alguém que eu acabei de conhecer. Aliás, acho que preferiria esconder de todos.

Nathalia suspirou. Disse, triste:

— Tem razão. Pelo que sei você e o Eduardo se conhecem há tão pouco tempo, além disso, você é tão jovem... Não deveria ouvir essas merdas... Essa baboseira toda deprimente. Ninguém deveria — Ela olhava fixamente para frente. Tragou mais uma vez o seu cigarro.

Ergui as sobrancelhas.

— Baboseira? Agora é baboseira?

— Você entendeu — Ela deu um último trago no cigarro e o soltou da sacada do prédio. Limpou a garganta e completou: — O melhor agora é deixar as coisas como estão, se ele quiser te contar... tudo bem. Por favor, só não insista pra ele te contar.

Olhei para as nuvens grossas no céu, então falei:

— Tá, nãoo vou perguntar nada ao Eduardo.

— Não se preocupe, Cley.

Como não me preocupar? Porém, não deixaria isso atormentar a minha noite. Eu estava planejando algo muito bom, assim que todos fossem embora. Estava ansioso para isso.

Da sacada vi a Magnólia de frente para o Eduardo, segurando um bolo cheio de velinhas brancas e acesas. Nathalia e eu então entramos para cantar e bater palmas para o aniversariante.

Já estava tarde, não demorou muito até que só ficasse o Eduardo e eu no apartamento.

— Eu estava louco pra te ter — disse o professor, me beijando. Me agarrava com muita vontade, até que eu não retribuí mais os beijos dele.

Olhei sério para o Eduardo.

— O que foi? — Ele passou sua mão pelo meu cabelo e rosto, me analisou.

— Preciso ir ao banheiro, acho que preciso ir ao banheiro.

Me soltei do professor. Ele ficou parado e com uma expressão tensa no rosto, me olhando seguir pelo corredor até o banheiro. Lá, a minha tontura, a mesma do elevador, voltou. Me apoiei na pia e respirei fundo, foi quando ouvi uma música calma, vindo da sala — provavelmente do cantor que o Eduardo tinha me falado antes.

Joguei água fria no rosto e me fitei um minuto inteiro no espelho. Passei as mãos molhadas no cabelo e os joguei para trás. Eu estava com um frio na barriga, respirei fundo e saí.

Cheguei na sala e não encontrei o Eduardo lá, foi quando senti o vento frio vindo da porta aberta da varanda.

— Edu?

— Venha ver os raios, Cley — ele me chamou. O seu tom de voz saiu melancólico. Fui até a sacada, apoiei minhas mãos no guarda-corpo de vidro.

— Bonitos, não são? — Eduardo comentou.

Concordei.

O vento, trazendo partículas de água, batia em nós, assim como o clarão dos relâmpagos. Ficamos ali por tempo, quietos, observando os raios da tempestade que se aproximava cada vez mais.

— Eu ainda não te dei o seu presente — enfim falei.

Eduardo me olhou com curiosidade. O chamei para entrar. Ele desligou o som na sala e me seguiu para o quarto.

— É uma coisa muito especial, pelo menos pra mim. Espero que pra você também seja — falei. Tirei da minha mochila um frasco embrulhado num papel prateado.

O professor ergueu as sobrancelhas quando viu o que era:

— Lubrificante líquido?

— Esse não é exatamente o presente, mas é só... Um complemento — Sorri timidamente.

Eduardo ainda pareceu não entender. Me aproximei dele, o beijei, em seguida sussurrei:

— Eu te dou o meu bem mais precioso.... A minha virgindade. Te dou a minha virgindade, Eduardo.

Naquele momento o professor me fitou intensamente, com um brilho repentino nos olhos. Agora ele sabia o quanto aquilo era importante para mim. Ele disse sem jeito:

— Eu nem sei o que dizer... Nada cavalheiresco, eu acho. Só que... vai ser uma honra, isso serve? — ele sorriu, ao ficar sério prosseguiu: — Eu estou muito feliz. Esse é o melhor presente de aniversário. Mas você não estava se guardado só pra esse momento, estou certo?

— Sim, eu só... aproveitei o momento. Se tornando algo ainda mais especial.

— Obrigado, Cley — disse e me beijou. Passeou suas mãos pelas minhas costas, em seguida tirou a minha camisa. Ele me colocou na cama, e desceu beijando o meu pescoço até o meu peito. A língua dele rodeou suavemente o meu mamilo. Me deixando louco de tesão. Minha pele arrepiou toda. O professor tirou o resto da minha roupa, me virou de bruços e encheu de beijos as minhas nádegas.

Depois de tanto esperar, o Eduardo enfim conseguiu me dominar. Ele agora estava saboreando sua presa, com delicadeza e sem pressa. Tínhamos todo tempo do mundo.

Eu tremi quando senti a língua dele subir pelo meio do meu abdômen. Ele deslizou suas mãos pelas minhas coxas abertas, depois chupou o membro ereto.

— Oooh — gemi.

As mãos dele percorreram o meu peito e apertaram as pontas dos meus mamilos rígidos.

— Eduardo, isso é muito bom. Oooh!

— Então você vai adorar isso — Ele então desceu sua língua pelo meu sexo até chegar no meu cuzinho.

Não parei de gemer por nenhum instante, sentindo a língua quente do meu professor circulando, entrando e saindo do meu buraco. Edu introduziu um dedo, depois outro. Estava muito apertado, imaginei como o pau dele entraria ali dentro.

— Vem cá, vem — ele me chamou, tirando suas calças.

Me sentei aos pés da cama, peguei seu pau latejante e enfiei na minha boca.

— Sua boca é maravilhosa, Cley.

Tirei um grande urro do Eduardo, quando engoli o seu cacete até o fundo da minha garganta. Acariciei os pelos púbicos dele e continuei o sexo oral por mais um tempo. Então arranquei a camisa dele. Nos sentamos no meio da cama. Sentei no colo dele e enquanto ele beijava o meu peito, eu fazia o mesmo com as pontas dos seus dedos.

Deitado, eu ria quando Eduardo brincava com a sua pica no meu rosto. Deslinzava ela pela minha pele, lábios me deixava saborear a ponta para em seguida a retirar da minha língua — me deixando num vácuo. Ri junto com ele, que saiu da cama fazendo cócegas na minha barriga e pés.

Foi até a gaveta da cômoda e pegou uma camisinha. Engoli em seco, enquanto observava Edu.abrir a embalagem metálica. Tentei esconder um leve tensão, mas ele percebeu:

— Não tenha medo, eu vou cuidar de você.

— Eu confio. Sei que vai doer, mas eu aguento — falei com firmeza.

Eduardo deu um meio sorriso e vestiu o preservativo. Abriu a tampa do lubrificante, depois passou o líquido no seu pau e em mim.

— Pronto?

Assenti e, antes que o Eduardo começasse a me penetrar, falei:

— Professor... — Ele me fitou. Completei: — Agora eu sou todo seu.

Com satisfação visível em seu rosto, Eduardo começou a me penetrar. Lentamente soltei o ar, enquanto isso.

— Isso, Cley... Só respire.

Senti as pregas do meu cu se dilatando e então comecei a gritar. Eduardo enfiou com delicadeza todo o seu pau dentro de mim.

— Tudo bem?

— Sim — respondi. Mantínhamos o contato visual.

Houve uma pausa até que ele começasse a estocar o seu membro dentro de mim.

— Isso é melhor do que imaginei — eu ri.

— Ah, é?

— Isso é bom pra caralho!

Eduardo me beijou muito e deu mais estocadas no meu rabo. Depois trocamos de posição. Sempre passando as mãos pela minha pele, me alisando, o professor me comia de ladinho. Gemi muito, sentindo a rola grossa dele, e sua barba roçando no meu ombro. Com sua mão em minha boca, abafou os meus gritos.

Me ergui no colchão e subi no Eduardo. Saltei no membro dele, como se fosse um pula-pula.

— Que delícia, Cley! Ah, como eu queria comer essa bundinha. Isso — exclamou ele. Deslizei minhas mãos pelo seu peito peludo, para em seguida entrelaçá-las nas dele.

Eduardo se ergueu da cama, me levando junto e, com o seu pau dentro de mim, se sentou na poltrona azul perto da cama. Com as mãos apoiadas nas coxas do professor, galopei por no seu membro delicioso.

Da poltrona, o professor colou minhas costas na parede do quarto. Todas as estocadas me tiravam o fôlego. Aspirei o ombro do meu meu amado, enquanto o abraçava forte. Chupei o pescoço dele. Foi então que nos viramos. Ele continuou me apertando na parede, à medida que me comia por trás. Fiquei com o rosto colocado no vidro da janela, que foi embasada com o calor dos nossos corpos suados. Lá fora caía um temporal. O barulho da chuva e dos trovões estava tão alto quanto os nossos gemidos de prazer.

O professor fungava o tempo todo no meu pescoço e nos meus cabelos úmidos. Pego nos braços, ele me jogou na cama. Dei de quatro, levando forte por trás, com a mão dele agarrada ao meu cabelo.

— Isso... — gemi num sussurro. Eduardo logo tampou a minha boca.

Gritei loucamente e abafado. Edu, então, deslizou suas mãos pelas minhas costas e segurou minha cintura.

Ofegante, pedi:

— Eu quero olhar pra você... Me deixe te ver, enquanto me... Come — urrei.

Eduardo me virou de frente para ele, em seguida voltou a me penetrar. Sempre beijando o meu pescoço, meu rosto, minha boca.

— Goza dentro de mim — pedi.

— Quer que eu goze dentro de você? Sem... camisinha? — A respiração dele era ofegante. Suor escorria da sua testa.

— É — garanti num sussurro.

Ele então tirou o preservativo e voltou a me foder. A minha respiração ficou mais acelerada, agarrei com força o lençol da cama e gozei num berro. Revirei os olhos em êxtase.

Eduardo ainda metia freneticamente, enquanto isso, e, ao explodir seu esperma dentro de mim, caiu exausto e suado sobre o meu corpo. Gemidos e respiração quente no meu pescoço.

Estava tudo perfeito. Eu estava tão bem, como nunca. Tão feliz com o Eduardo naquela noite maravilhosa. Mas em breve tudo mudaria. Tudo iria para os ares.

Comentários

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10/10/2019 19:40:08
Suspeita essa tontura, fora o passado do Eduardo. Esse final foi de deixar bem ansioso e angustiado
10/10/2019 11:30:11
atento
09/10/2019 23:18:20
QUE SEGREDOS EDUARDO AINDA ESCONDE DO CLEY? O QUE DE TÃO SÉRIO OCORREU PARA ELE ATENTAR CONTRA A PRÓPRIA VIDA? POR OUTRO LADO ME PARECE QUE CLEY ESTÁ PASSANDO POR ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE. OS PAIS DE CLEY PARECEM ESTAR FAZENDO MARCAÇÃO. ESTÃO PERCEBENDO ALGO DIFERENTE NO FILHO. O QUE VAI RESULTAR DE TUDO ISSO??? ANSIOSO. O MOMENTO DE AMOR ENTRE OS DOIS FOI MARAVILHOSO. QUE CONTINUEM...
09/10/2019 17:38:31
sinto que a dani vai acabar espalhando a maldade encima do cley.

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